Ao Fábio e à Ju
Casal querido, escrevo esta carta porque sei bem como é: a gente sai de Floripa por um mês e acha que nada vai mudar ou acontecer no período – que dirá duas semanas, que é o tempo que vocês estão aí na Europa! Ah, mas já temos novidades…
Mal vocês embarcaram rumo ao inverno parisiense e Floripa tornou-se um inferno. O calor não cede há dias: temperaturas acima dos 30º, sensação térmica sempre superior aos 40º. E não chove! Em Joinville, um termômetro marcou 45°, em Criciúma dizem que fez mais que isso à sombra. E vocês aí, encapotados: a Ju de cachecol e você de sobretudo e luvas, o Le Monde na mesa, tomando vinho num café de boulevard…
Fábio, começou o Big Brother, e tive de dar unfollow em comentaristas de BBB que abundam no Twitter. O Ben-hur esteve na cidade e lamentou a sua ausência na hora do brinde – ele está namorando e continua o mesmo pensador ateniense, só que de cabelo curto! O Ricardo não pode ir ao encontro, e ignoro se já voltou a trabalhar ou continua gozando as férias intermináveis ao lado da Tati e dos meninos.
Que mais? Ora, o meu carro continua batido, mas confortável. Na quinta passada, teve clássico no Scarpelli: deu 2 a 2, mas não se engane, o alvinegro seu e do Wolff está mal. Na sexta, o Berbigão do Boca voltou a bagunçar alegremente o Mercado Público – creio que a falta confirmada de vocês no desfile da Copa Lord tenha sido a fofoca da noite.
E Fabinho, escuta essa: inventaram um “Baixo Lagoa” pra cidade! Então, de brincadeira, criei o Coqueiros Hollywood, que é o miolo do bairro, e o Coqueiros Soho, que vai do Sobradinho à Toca do Paru, onde vocês moram, para que a gente lembre sempre daquela noite agradável que passamos em Palermo.
A Beyoncé baixou na Ilha para fazer um show considerado histórico– felizmente eu não fui nem cheguei perto, porque vocês sabem que minha ideia de fazer história é outra. No mais, tudo certo. Ah, nasceu um Antônio, e uma Clara foi revelada no ultrasom…
Avisa à Ju que a Cibele tem “mandado brasa” lá na firma. Não vejo o Gustavo e a Nina desde aquela noite no Taikô. Também não sei da Sanny… Mas esse desencontro a gente resolve ainda este mês, com mojitos e burritos.
Ah, dois favores: na Shakespeare and Co., digam à Sylvia que um dia eu chego lá, e, se não for pedir muito, mandem um abraço ao Victor Hugo.
E não custa lembrar, meus pombos: voltem sempre.
Um beijo e um abraço nos dois.